'Foi uma completa traição', afirma Erenice a revista

Em entrevista, a ex-ministra da Casa Civil defendeu-se das acusações de, juntamente com o filho e com outros membros de sua família, fazer tráfico de influência

O Estado de S.Paulo,

18 de setembro de 2010 | 14h46

Em entrevista à revista IstoÉ, a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, defendeu-se das acusações de, juntamente com o filho e com outros membros de sua família, fazer tráfico de influência e favorecer empresas em negociações com o governo.

 

Ao afirmar que deixou recomendações claras para seu sucessor, o interino Carlos Eduardo Esteves Lima, de "não deixar pedra sobre pedra" e de investigar as acusações até o fim , Erenice explica que é possível que Vinícius Castro, ex-servidor e sócio de Israel Guerra, tenha praticado tráfico de influência. "Foi uma traição, uma completa traição", disse a ex-ministra. Perguntada se esse tráfico teria acontecido sem seu conhecimento, Erenice foi taxativa: "Absolutamente sem meu conhecimento".

 

Erenice Guerra voltou a afirmar que as denúncias fazem parte de uma campanha "sórdida e implacável" e "absolutamente vinculada ao momento político-eleitoral".

 

Ela reafirmou que seus sigilos bancário, fiscal e telefônico estão disponíveis para investigações, E argumentou que, apesar de confiar no filho, não tem absoluto controle sobre suas ações e seu trabalho. "Depois que uma pessoa passa a exercer um cargo público, seus filhos devem parar de se relacionar, trabalhar e ter amigos?", questionou. "Terão todos que viver à minha custa?"

 

Sobre a autoria das acusações, a ex-ministra preferiu não comentar as suspeitas de que seja resultado do fogo amigo petista. "Prefiro não me manifestar sobre isso. Seria uma dor a mais. Há uma disputa de cargos no futuro governo, o que é natural."

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