?Foi aquilo mesmo que já sabíamos?, diz Ana de Hollanda

Instável no cargo desde a nomeação, em janeiro do ano passado, Ana de Hollanda, irmã do cantor e compositor Chico Buarque, deixou seu gabinete às 14h45 desta terça-feira (11) para um encontro dali a 15 minutos com a presidente Dilma Rousseff já sabendo que seria demitida. Ela suspeitava da demissão desde a noite anterior, sem que tivesse sido comunicada de nada por Dilma ou por seus assessores. Sabia até quem seria sua substituta, a senadora Marta Suplicy, do PT.

DÉBORA BERGAMASCO E JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

12 de setembro de 2012 | 08h46

Com o celular desligado, Ana foi sozinha ao Palácio do Planalto, em silêncio, concentrada na leitura. Esperou a presidente Dilma por 10 minutos, ouviu-a por mais 20, despediu-se e tomou, pela última vez em missão, o Mégane Renault preto, de placa verde e amarela, carro oficial que a partir desta quinta-feira (12) servirá à sua substituta. A placa será a mesma e não haverá nem necessidade de troca de gênero: "ministra da Cultura".

Na volta, no percurso de pouco mais de cinco minutos entre o Palácio do Planalto e seu ministério, e agora com o telefone ligado, Ana atendeu a algumas chamadas telefônicas. Muito abatida, tentava tranquilizar quem estava do outro lado da linha: "Está tudo bem, foi aquilo mesmo que já sabíamos desde ontem. Agora vou descansar", disse Ana.

Depois, subiu direto para o gabinete, onde se reuniu por mais de duas horas com sua equipe. Às 18h30, um funcionário desceu até a garagem com uma mala marrom de rodinhas de tamanho médio e a colocou no carro oficial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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