Fogo continua se alastrando pelo Parque de Itatiaia

A atenção das equipes que combatem o incêndio que atinge desde quarta-feira o Parque Nacional de Itatiaia, na divisa entre São Paulo, Rio e Minas, volta-se para dois focos de incêndio mais críticos. Um terceiro ponto, próximo do Abrigo Massenas, também preocupa, mas em menor proporção, segundo avaliou o coordenador-nacional do Prev Fogo do Ibama, Paulo César Mendes Ramos.Um dos dois focos mais preocupantes fica na região de Visconde de Mauá. O fogo sobe a lateral do maciço onde está o Pico das Agulhas Negras. Existe o risco de o vento levar as chamas para a direção do Vale do Aiuruoca e chegar a uma área no Estado de Minas. O outro ponto crítico avança para a margem do Rio Campo Belo, seguindo para a região sul do Itatiaia. No caminho, um campo de araucárias corre o risco de ser atingido pelo fogo. Isso agravaria a situação, pois as árvores espalhariam mais chamas, na hora em que tombassem.Hoje de manhã, o helicóptero da Marinha conseguiu fazer oito lançamentos de água, até as 11 horas, com o Bambi Bucket, ou helibalde. O dispositivo pulveriza o líquido sobre as chamas em locais de difícil acesso, como encostas e barrancos, e serve para amenizar o calor em pontos onde grupos terrestres estão prestes a atacar o fogo. Outra aeronave, da Polícia fluminense, ajudou no transporte de bombeiros e brigadistas.Mais lançamentos não puderam ser feitos porque o helicóptero precisou abastecer em Taubaté, na região do Vale do Paraíba, após a quinta pulverização. A viagem, de Itatiaia até lá, leva 50 minutos para ir e outro tanto para voltar. Umidade - Meteorologistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que trabalham há sete anos no parque previam aumento de umidade do ar para a noite de hoje. "Pode chegar a 80%", explicou o meteorologista Lucio dos Santos. Desde quarta-feira, esse índice não passou dos 40%. Segundo ele, trata-se de um resquício da frente fria que estava sobre São Paulo e seguiu para o oceano.A temperatura na região também deve cair. A previsão é de temperaturas entre 4 e 5 graus, e ventos de 60 a 80 quilômetros por hora, nas regiões mais altas. Se as correntes de ar ficarem muito intensas, os lançamentos de água com o helicóptero da Marinha ficam prejudicados e podem ser interrompidos.

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