Fogaça é alvo dos candidatos em Porto Alegre

Maioria dos adversários na corrida à prefeitura se concentrou em atacar o candidato à reeleição

Elder Ogliari, PORTO ALEGRE, O Estadao de S.Paulo

09 de julho de 2008 | 00h00

Os dois primeiros debates entre sete dos nove candidatos à Prefeitura de Porto Alegre confirmaram que o prefeito José Fogaça (PMDB), em busca do segundo mandato, é o alvo preferencial de pelo menos três concorrentes: Maria do Rosário (PT), Luciana Genro (PSOL) e Onyx Lorenzoni (DEM). Manuela D?Ávila (PC do B), Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Paulo Rogowski (PHS) foram mais cautelosos na tentativa de marcar posição.Logo no primeiro encontro, no domingo à noite, na TV Com, emissora do Grupo RBS, Onyx questionou Fogaça sobre sua mudança de partido - eleito pelo PPS, o prefeito retornou ao PMDB em 2007. Onyx também insinuou a possibilidade de o peemedebista governar por apenas um ano e meio e depois disputar vaga no Senado."Foi pensando num projeto amplo e consistente para Porto Alegre que voltei ao meu partido de origem", rebateu Fogaça.O duelo prosseguiu na Rádio Guaíba, da Rede Record, na última segunda-feira, quando Onyx voltou ao ataque. "Essa forma de conduzir a cidade, devagar quase parando, precisa mudar em Porto Alegre", afirmou. Depois, ao lembrar o problema das pessoas que ainda não dispõem de ruas pavimentadas, sugeriu que o administrador deveria sair da prefeitura e não transferir a responsabilidade para o Orçamento Participativo."Onyx não me acompanhou na dragagem dos arroios Marrecão, do Salso e Dilúvio e, por não estar aqui, critica o que não conhece", retrucou o prefeito. "Ele desrespeita o Orçamento Participativo e vai decidir autoritariamente o que vai fazer em Porto Alegre", completou Fogaça. Onyx negou e disse que o prefeito "coloca palavras" em sua boca.Luciana Genro, na sua vez, questionou conduta da prefeitura em licitação para contratação dos serviços de coleta de lixo, em 2006, quando o Ministério Público de Contas detectou possível favorecimento a empresas de maior porte. A concorrência foi cancelada, mas o ex-diretor do Departamento Municipal de Limpeza Urbana, Garipô Selistre, afastado temporariamente, voltou à prefeitura um mês depois e era servidor da Saúde até a semana passada, quando pediu demissão depois de ter sido indiciado no inquérito sobre a licitação."Em nosso governo não houve perda de recursos", explicou Fogaça. "É na hora do fato acontecido que um prefeito mostra se tem integridade e compromisso com a ética", afirmou, referindo-se ao cancelamento da licitação.Maria do Rosário aproveitou as chances que teve para acusar o prefeito de não cobrar R$ 30 milhões de repasses atrasados do governo do Estado e não buscar mais recursos do governo federal, que estariam disponíveis, para a área da saúde.Fogaça respondeu que trata das reposições financeiras semanalmente com a Secretaria da Saúde e que já garantiu R$ 6,1 milhões para modernização da rede de atendimento.O prefeito de Porto Alegre lembrou que, ao assumir o governo do município, teve de fazer um grande esforço de recuperação financeira e que agora o município está pronto para um novo ciclo de desenvolvimento. Não participaram dos debates os candidatos Paulo Tartas (PCO) e Vera Guasso (PSTU).COLABOROU SANDRA HAHN

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