FMI está puxando a orelha do PT, diz Alckmin

O Fundo Monetário Internacional (FMI) "está puxando a orelha do PT" pelo excesso de conservadorismo e, conseqüentemente, pelo fato de o País perder oportunidades para potencializar o crescimento econômico e atrair investimentos. A análise é do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato pelo PSDB à Presidência da República, ao comentar a análise feita ontem pelo diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato, que recomendou ao Brasil ter objetivos mais ambiciosos de crescimento econômico. "É um paradoxo", ironizou Alckmin, sobre o fato de considerar o PT mais conservador do que o FMI.Entre as propostas apresentadas pelo fundo, de que o Brasil necessita aprofundar o ajuste fiscal, promover a autonomia do Banco Central e reformar a legislação trabalhista, o governador paulista destacou o primeiro item. Segundo ele, há espaço para aperfeiçoar a administração da máquina pública, tornando mais eficiente o gasto corrente da União e, assim, abrir espaço para investimentos públicos."Os altos gastos correntes e os juros elevados, os maiores do mundo, causam esmagamento da capacidade de investimento do Estado e não há nada que substitua o investimento público, que é o principal, pois o privado é um parceiro e que complementa o investimento público", opinou.Sobre a autonomia do Banco Central, Alckmin disse que "em princípio" é favorável, mas ressalvou que não colocaria como "prioridade número um". O governador paulista participou de encontro do Fórum dos Secretários Estaduais de Transportes, que acontece na cidade de São Paulo.

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