Flexa Ribeiro acusa governo de tentar constranger Fiesp

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) acusou o governo de propor a redução das contribuições ao Sistema S, para constranger o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Skaf é um dos líderes do movimento pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "É inaceitável essa tentativa de constranger o presidente da Fiesp", afirmou o senador, durante audiência pública, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O senador paraense também acusou o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, de estar mal informado, ao afirmar que os recursos transferidos para o Sistema S - impostos arrecadados a entidades como Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc), ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), entre outras - não são fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo Flexa Ribeiro esses recursos são sim fiscalizados e auditados pelo TCU. Flexa Ribeiro disse que quem mais defende o sistema S é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que por várias vezes já disse que não seria o que é, se não fosse o Senai. O senador paraense acrescentou que o sistema S é eficiente nos seus gastos, ao contrário do governo. "O governo joga dinheiro pelo ralo". Ele também criticou o governo por ter apresentado a proposta de desoneração tributária da CPMF pelo imposto de renda, tributo cuja arrecadação é compartilhada com estados e municípios. "É fazer bondade com chapéu alheio, inaceitável", disse.

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