CARLA ELEONORA RIBEIRO/DIVULGAÇÃO
CARLA ELEONORA RIBEIRO/DIVULGAÇÃO

Flávio Rocha defende união de centro no primeiro turno e diz ser competitivo

Pré-candidato deve ser um dos nomes procurados por políticos signatários do "Manifesto por um polo democrático e reformista", documento que prega a formação de um bloco único

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

04 Junho 2018 | 16h14

O pré-candidato à Presidência pelo PRB, Flávio Rocha, disse nesta segunda-feira, 4,  acreditar ser possível unificar o centro político ainda no primeiro turno das eleições deste ano e que seu nome é o mais competitivo do grupo, por ter sido o último a ser apresentado e também ter a maior taxa de desconhecimento.

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"Eu sou um grande estimulador (da união no primeiro turno), até por acreditar que temos a maior chance de crescer no centro", disse o empresário após evento promovido pela Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços) e pelo PRB Mulher.

Rocha deve ser um dos nomes procurados por políticos signatários do "Manifesto por um polo democrático e reformista", documento que prega a formação de um bloco único do "centro" no primeiro turno das  presidenciais para evitar uma polarização entre a esquerda e o deputado Jair Bolsonaro (PSL). O lançamento do manifesto, organizado pelo deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) e pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF) está marcado para amanhã, em Brasília.

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O PRB, assim como o DEM, o PP e o Solidariedade, ainda aguardam a aproximação das convenções nacionais para fechar as alianças presidenciais deste ano. Na última quinta-feira, durante a Marcha para Jesus, em São Paulo, o ex-prefeito João Doria (PSDB) sugeriu que Rocha e o pré-candidato do partido , Geraldo Alckmin, estarão juntos este ano. Rocha, no entanto rechaça a possibilidade de entrar como vice na chapa do tucano.

Reformas

 Questionado sobre uma declaração do presidente do PRB, Marcus Pereira, que defendeu, mais cedo, a entrada em vigor das reformas tributária e política apenas em 2026, Rocha minimizou dizendo que apenas a reforma política poderia ficar para depois.

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"A tributária pode entrar antes. Inclusive tem pontos da nossa proposta de reforma tributária que podem surtir efeito desde já", explicou Rocha. "Acho que ele estava se referindo à reforma política, ela pode ser discutida ponto a ponto. (Pereira) está antevendo uma dificuldade que pode existir em maior ou menor grau". 

Em nota enviada ao Estado, o PRB informou que a reportagem mostrou apenas uma parte da reflexão proposta pelo presidente da sigla. Segundo o comunicado, o partido entende que as reformas são necessárias e que é preciso avançar com elas, "já que deputados e senadores tendem a não votar projetos polêmicos que possam atrapalhar suas respectivas reeleições".

"A sugestão é aprovar algo mais profundo que possa valer para o período de duas a três eleições. Não se trata de uma proposta ou algo definitivo para o PRB, mas sim uma ponderação dado o complexo sistema político brasileiro", diz o documento.

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