DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Após crítica por não revelar voto, Flávio Bolsonaro recua e abre o voto

Senador havia alegado a condição de filho do presidente para não revelar o seu escolhido para o cargo durante a primeira votação

Equipe AE, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2019 | 17h24
Atualizado 02 Fevereiro 2019 | 18h13

Ao contrário de outros senadores que abriram o voto para a presidência do Senado, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) alegou  a condição de filho do presidente para não revelar o seu escolhido para o cargo durante a primeira votação. No entanto, a decisão foi criticada no Twitter e, durante a segunda votação, ele declarou voto em Davi Alcolumbre (DEM-AP).

"Sou a favor do voto aberto, mas nessa ocasião específica, por ser filho do chefe de outro Poder, optei por não abrir meu voto, para evitar especulações com intuito de prejudicar o governo", postou em uma rede social mais cedo. "Que o eleito, independentemente de quem for, apoie as pautas que o Brasil necessita", completou.

Mais tarde, no Twitter, Flávio Bolsonaro justificou a abertura do voto por suspeita de fraude.

 

 

Na manhã deste sábado, 2, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, decidiu atender ao pedido formulado pelo Solidariedade e pelo MDB e determinar que fosse secreta a votação do novo presidente do Senado.

Na sexta-feira, 1º, por 50 a 2, os senadores tinham decidido que a votação deveria ser aberta. Em discursos, vários deles declararam o voto mesmo com a decisão do STF.

A escolha da presidência do Senado rachou o governo Bolsonaro. O ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, apoiou Davi Alcolumbre (DEM-AP). Já a equipe econômica preferia Renan Calheiros (MDB-AL) por considerá-lo mais preparado para negociar as pautas econômicas, principalmente a reforma da Previdência.

 

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