Ernesto Rodrigues/Estadão
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Flávio Bolsonaro diz que convencimento sobre previdência será 'dia após dia'

Filho do presidente, senador se encontrou com o ministtro da Economia, Paulo Guedes, nesta quarta-feira

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2019 | 13h07

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) se encontrou na manhã desta quarta-feira, 13, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para conversar sobre a reforma da Previdência e a proposta do governo para um novo pacto federativo. O compromisso não constava na agenda pública do ministério da Economia.

"Eu estava com saudades do Paulo Guedes e vim bater um papo com ele", disse o senador. "Ele mostrou mais ou menos como é a proposta da Previdência que vai ser discutida com o presidente (Jair Bolsonaro) amanhã. Se Deus quiser, ele estará em casa hoje. Que eu saiba, ele vem para Brasília, vai ficar em repouso ainda, mas vai receber algumas pessoas no Alvorada", completou.

Na avaliação de Flávio, o trabalho de convencimento para a aprovação da reforma no Congresso terá de ser feito dia após dia. Para ele, a aprovação desse projeto é que vai definir o rumo do Brasil.

"Disse a Guedes que o Senado está receptivo para a proposta da reforma, mas que é importante ele fazer essa comunicação com o parlamento para apresentar os detalhes. É um tema complexo, não é qualquer um que compreende, mesmo os parlamentares têm dificuldade de entender alguns detalhes, como o impacto, o alcance, a visão global da reforma", acrescentou.

Segundo ele, Guedes também falou sobre o novo pacto federativo, que buscará descentralizar os valores arrecadados com impostos, deixando mais recursos com Estados e municípios. "Isso deve vir por uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com a redistribuição de atribuições, responsabilidades e de orçamento. Quando será enviado eu não sei, mas é um dos pilares importantes para a economia", avaliou Flávio.

O senador não quis comentar a investigação sobre as movimentações financeiras atípicas do seu ex-assessor Fabrício Queiroz. "A investigação está parada no Ministério Público e voltou pro Rio. Agora é aguardar", limitou-se a responder. 

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