Dida Sampaio/Estadão
Marinho afirma que, segundo relato do próprio Flávio, um delegado da Polícia Federal avisou das investigações pouco após o primeiro turno das eleições daquele ano Dida Sampaio/Estadão

Flávio Bolsonaro depõe nesta segunda-feira sobre acusação de vazamento de operação da PF

A investigação faz parte do procedimento aberto para apurar declarações feitas pelo ex-aliado do governo, Paulo Marinho

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2020 | 00h00

RIO - O senador Flávio Bolsonaro vai depor na próxima segunda-feira, 20, ao Ministério Público Federal (MPF) na investigação que apura supostos vazamentos da Polícia Federal na Operação Furna da Onça. O filho do presidente vai depor na condição de testemunha a um procurador da República que vai ao seu encontro em Brasília.

Em nota divulgada neste sábado, 18, a assessoria do parlamentar informou que o senador marcou a data do depoimento "para que a verdade seja restaurada o mais rápido possível". Ele foi intimado em 19 de junho e tinha trinta dias para marcar a data do depoimento. 

A investigação do MPF faz parte do procedimento aberto para apurar declarações feitas pelo ex-aliado do governo, o empresário e pré-candidato à prefeitura do Rio, Paulo Marinho (PSDB), de que o filho mais velho do presidente foi previamente avisado sobre a operação que trouxe à tona as movimentações atípicas nas contas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, preso ontem. 

O ex-funcionário de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio foi citado em um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), o que arrastou o então deputado estadual para o centro de uma investigação criminal sobre suposto esquema de desvio de salários em seu gabinete, a chamada ‘rachadinha’. 

Marinho afirma que, segundo relato do próprio Flávio, um delegado da Polícia Federal avisou das investigações pouco após o primeiro turno das eleições daquele ano e informou que membros da Superintendência da PF no Rio adiariam a operação para não prejudicar a disputa de Jair Bolsonaro (sem partido) no segundo turno. 

Na ocasião, Flávio disse que a acusação era uma "invenção" e que o empresário teria interesse de prejudicá-lo, uma vez que é seu suplente no Senado Federal.

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