'Fizemos papel de bobo na comissão', diz relator da reforma política na Câmara

Marcelo Castro (PMDB-PI) deve ser substituído por Rodrigo Maia (DEM-RJ) na relatoria da Comissão Especial da Casa

Daiene Cardoso e Daniel Carvalho , O Estado de S. Paulo

25 de maio de 2015 | 17h40

Brasília - Alijado das negociações para a votação em plenário da proposta de Reforma Política, o relator na Comissão Especial, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), disse que já esperava sua substituição. Ele ainda não foi comunicado que o relator no plenário deverá ser o presidente da Comissão, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"Fizemos papel de bobo. Três meses trabalhando arduamente e não vamos votar o relatório, que já está pronto há 20 dias. O relatório era só 99% do que ele (Eduardo Cunha) queria. Mas ele queria 100%", desabafou o relator. O peemedebista considera que o esforço de toda a comissão foi "jogado no lixo". 

Castro chegou às 7h da manhã em Brasília na expectativa de votar um relatório que deveria ser apreciado na terça-feira passada (19). Por decisão de Maia, a votação do parecer ficou para ser apreciado na comissão hoje às 14h e depois foi adiado para as 18h. 

O peemedebista sequer foi convidado para o almoço na residência oficial do presidente da Casa onde foi discutido a votação da matéria. "Ninguém me disse nada disso", respondeu ao Broadcast Político.

Membro da comissão especial, o deputado Silvio Torres (PSDB-SP) disse que não haveria tempo hábil para votar no colegiado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), já que diz respeito a vários itens polêmicos a serem discutidos. A luta dos partidos, na avaliação do tucano, será garantir que o texto a ser aprovado no plenário não piore o sistema em vigor. "Estamos correndo o risco de piorar o sistema", alertou. 

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