Fiscalização do Ministério Público irrita PF

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) reiterou ontem cobrança à Corregedoria-Geral da Polícia Federal (PF) sobre informações de apreensões de droga realizadas ?sem a devida abertura de inquérito policial?. Em ofício à cúpula da PF, o procurador da República Roberto Antonio Dassié Diana pediu a imediata abertura de investigação. A fiscalização realizada por procuradores incomoda os policiais federais e constantemente abre frente de atritos entre as duas instituições.A ofensiva de Dassié, que coordena o Grupo de Controle Externo da Atividade Policial do MPF-SP, é mais um capítulo do procedimento que ele conduz marcado por um clima de tensão. Dassié conduz investigação sobre denúncias do delegado Protógenes Queiroz, mentor da Satiagraha - em julho, depois que perdeu a presidência do inquérito contra o banqueiro Daniel Dantas, o delegado protocolou representação na Procuradoria da República por meio da qual afirma ter sofrido boicote de superiores.Em nota, a Superintendência da PF em São Paulo informou que ?desconhece as supostas irregularidades citadas pelo Ministério Público, uma vez que não recebeu documento informando sobre os fatos?. Segundo a PF, ?os casos ocorridos no passado foram todos solucionados, inclusive com a prisão e condenação dos envolvidos?. A PF destacou que ?na presente data está sendo encaminhado ofício ao procurador da República para que envie cópia dos casos em que entende existirem distorções no procedimento?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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