Fiscais resgatam 29 trabalhadores em trabalho escravo

Alguns dormiam no curral da fazenda, outros estavam alojados em precários barracos de madeira

03 de junho de 2009 | 19h10

Vinte e nove trabalhadores foram resgatados em situação análoga à de escravo, na região de Varzeão, município de Doutor Ulysses, a 140 quilômetros de Curitiba.

A operação foi realizada por auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR). Segundo o coordenador da ação, Rui Tavares, os trabalhadores atuavam no corte de pinus.

“Alguns dormiam no curral da fazenda, outros estavam alojados em precários barracos de madeira. Os banheiros estavam sem higiene e a água que bebiam era de córrego, sem tratamento. Alguns não usavam Equipamentos Individuas de Proteção (EPIs). Os interessados em adquirir os equipamentos tinham que comprar com recursos próprios”, descreveu o fiscal.

Segundo Tavares, 24 trabalhadores não possuíam registro em carteira de trabalho. Os valores referentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também não estavam sendo depositados. Eles recebiam diariamente pelos serviços prestados e todas as dívidas eram anotadas em uma caderneta.

Tavares disse que havia no local trabalhadores de Sengés (SP), Bom Sucesso de Itararé (SP) e Doutor Ulysses (PR).

No total, os 29 trabalhadores tinham direito a receber R$ 64 mil referentes a rescisões trabalhistas e fundo de garantia. As rescisões já foram pagas e os patrões têm até o dia 5 de junho para recolher o FGTS.

Também participaram da fiscalização, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Força Verde da Polícia Militar Ambiental do Paraná.

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