Fiscais libertam escravos no sudeste do Pará

Seis fazendeiros foram notificados pelos crimes; eles pagarão multa e responderão a processo

Carlos Mendes, especial para O Estado,

13 de maio de 2009 | 17h12

Fiscais da Delegacia do Trabalho no Pará, com apoio do Ministério Público do Trabalho e de agentes Polícia Federal (PF) libertaram na tarde de terça-feira, 12, dez trabalhadores que viviam em condições degradantes dentro da fazenda Lua Cheia, em Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará.

 

Os trabalhadores, após jornada estafante na mata, derrubando a floresta para criação de pasto, dormiam em alojamento sem banheiro, água potável ou local para armazenamento adequado dos alimentos que consumiam. Eles foram levados para Marabá, onde o dono da fazenda se comprometeu em assinar a carteira de trabalho e pagar todos os direitos previstos da legislação.

 

A operação para identificar trabalho escravo e crimes ambientais nos municípios de Bom Jesus do Tocantins e Abel Figueiredo começou no dia 4 passado, mas já tem saldo positivo: seis fazendeiros foram notificados por esses crimes, pagarão multa e ainda irão responder a processo por violação das leis trabalhistas e ambientais.

 

Na fazenda Curitiba, uma das visitadas pela fiscalização, foram encontradas dezenas de árvores derrubadas sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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