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Fiscais libertam 130 trabalhadores rurais escravos

Fiscais do Ministério do Trabalho libertaram, nesta quarta-feira, 130 trabalhadores rurais que viviam há três meses em condições degradantes na Fazenda do Prata, em Pedra Preta, sul de Mato Grosso.Eles não tinham carteira assinada, água tratada e dormiam em alojamentos precários. No grupo havia cinco adolescentes que trabalhavam na preparação do solo para o cultivo de algodão.A fazenda foi interditada, e o proprietário terá que pagar todas as dívidas trabalhistas. Os fiscais localizaram em um dos alojamentos um caderno de anotações onde estavam marcadas a compra de colchões e outros produtos que seriam descontados do salário dos trabalhadores.Segundo a coordenadora do grupo especial de fiscalização móvel do Ministério do Trabalho, Marinalva Cardoso Dantas, os trabalhadores eram obrigados a pagar R$ 2 por dia por uma marmita, além de despesas com botas e até cabo de facão. Os trabalhadores são da Bahia e haviam sido contratados pelo empreiteiro ou "gato" identificado apenas pelo prenome de Alaelson.O proprietário da fazenda, Clóvis Patriota, não foi localizado para comentar sobre o assunto. Marinalva Cardoso informou que foram lavrados 30 autos de infração de infração. ?Eles viviam em condições degradantes e eram muito mal alimentados", disse ela.

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