Fiscais flagram 284 em situação de escravidão em PE

Grupo pediu a interdição temporária dos serviços de corte de cana e a retirada imediata dos trabalhadores

Agência Estado

20 de novembro de 2008 | 19h52

Um grupo de fiscalização móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, em conjunto com Ministério Público do Trabalho em Pernambuco e a Polícia Federal, constataram nesta quinta-feira, 20, um total de 284 canavieiros trabalhando em condições análogas ao trabalho escravo nos engenhos Poço e Barra D' Ouro, pertencentes à Usina Vitória, em Palmares, a 125 quilômetros do Recife, na zona da mata sul, de propriedade do prefeito eleito Beto da Usina.   A coordenadora do grupo, Jaqueline Carrijo, pediu a interdição temporária dos serviços de corte de cana e a retirada imediata dos trabalhadores das frentes de serviço, a rescisão indireta dos trabalhadores e pagamento de indenização.   O grupo móvel constatou jornadas exaustivas, trabalhadores sem equipamentos de proteção individual, sem água potável nem alimentação adequada e sem instalações sanitárias. No engenho Poço, 55 não tinham registro. A equipe aguarda posicionamento da usina.

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