Fiscais agropecuários protestam no Porto de Itajaí (SC)

Os fiscais federais agropecuários paralisaram temporariamente as atividades no Porto de Itajaí, no Estado de Santa Catarina, para manifestação por melhores condições de trabalho. Segundo o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), por meio de sua assessoria de imprensa, o protesto começaria às 14h no local.

SUZANA INHESTA, Agência Estado

09 de agosto de 2012 | 15h57

A Anffa Sindical informou que somente 13 funcionários são responsáveis pela fiscalização de cerca de 400 contêineres por dia no porto. Dos produtos, a maioria é de carne congelada de aves e suínos, mas os fiscais também são responsáveis pela fumigação de madeiras, em que existe o risco da praga chamada besouro asiático nas embalagens de outros itens. Com a greve - somente 30% dos fiscais, o efetivo mínimo, estão trabalhando - mais de 700 fiscalizações estão paradas no Porto de Itajaí.

No Porto de Santos (SP), o efetivo mínimo também está sendo cumprido, de acordo com a Anffa. Sem greve, 34 fiscais realizavam 1,2 mil fiscalizações diárias. Somente em 2011, foram 279 mil fiscalizações em turno de 24 horas. A Anffa ainda informou, também por meio de sua assessoria de imprensa, que até o momento não houve nenhuma negociação com o governo nem via Ministério do Planejamento nem por intermédio Ministério da Agricultura.

Representante de uma grande indústria do setor de proteínas disse que na manhã desta quinta-feira uma reunião entre os executivos das empresas e algumas associações com o presidente da Anffa Sindical, Wilson Roberto de Sá, no porto catarinense. Na ocasião, a agroindústria pediu para que a categoria continue trabalhando com o efetivo mínimo, tentando chegar a 70% nos dias mais críticos. De acordo com o representante, o dirigente se comprometeu a levar as reivindicações da agroindústria à comissão de greve dos fiscais em reunião às 16h.

"Até sábado conseguiremos manter a produção no mesmo ritmo. A partir daí vão ter que tomar medidas mais extremas, como paralisação de abates e processamento", disse a fonte.

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