Firma ‘nunca se prestou’ a sonegação, diz empresário

Empresário Laodse de Abreu Duarte informou, por e-mail, que sua condenação por crime contra a ordem tributária ainda não foi julgada em segunda instância, 'o que torna precipitado qualquer conclusão ou juízo'

Estadão Dados, O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2016 | 03h00

Procurado pela reportagem, o empresário Laodse de Abreu Duarte informou, por e-mail, que sua condenação por crime contra a ordem tributária ainda não foi julgada em segunda instância, “o que torna precipitado qualquer conclusão ou juízo”. Ele disse ainda que a Duagro “nunca se prestou” ao suposto esquema de sonegação fiscal descrito pela Procuradoria.

O empresário afirmou também não ter nenhum tipo de ligação com os casos do mensalão e do Banestado. “Não mantive relação comercial ou pessoal com os mencionados e não respondo a processo ou procedimentos que tenham ligações ou relacionados a estes”, escreveu. Ele negou ainda ter “relação de qualquer espécie” com João Francisco Daniel e Geraldo Rondon da Rocha Azevedo e disse que o Judiciário ainda analisa recurso à sua condenação pelas operações de exportação de soja.

O advogado Fabrício Henrique de Souza, que representa a família, informou que as dívidas que aparecem no nome dos três irmãos resultam de “questionamentos da Receita Federal por operações mercantis realizadas” e que elas ainda estão sendo questionadas judicialmente.

Já o advogado de Lívio Canuto de Abreu Duarte, Ademir Sica, disse que as cobranças da União são indevidas, já que Lívio saiu da direção das empresas familiares em 1997. Ele não quis comentar sobre a existência da offshore e desconhecia se ela foi declarada às autoridades brasileiras. 

Procurada, a Fiesp não se pronunciou.

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