Fiocruz vai produzir medicamentos contra aids

O Far-Manguinhos, o Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e a indústria de medicamentos Cristália assinaram hoje acordos para transferência de tecnologia e produção dos remédios Ritonavir e Saquinavir, usados no tratamento da aids. "O que se faz nesse momento é dar um passo que nos aproxima da suficiência para produzir medicamentos de combate à aids", ressaltou o ministro da Saúde, Barjas Negri. A produção desses medicamentos pelo Instituto Far-Manguinhos vai gerar uma economia significativa no gasto do Ministério da Saúde com a compra desses produtos.Conforme o estabelecido nos contratos, a Cristália deve transferir as informações, assistência técnica e o treinamento necessários para capacitar o Far-Manguinhos a produzir o Ritonavir e o Saquinavir. Os acordos também incluem o desenvolvimento de atividades de cooperação técnico-científica para pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos anti-retrovirais.Criado em 1950, o Far-Manguinhos é uma das 12 unidades da Fundação Oswaldo Cruz. Vinculado ao Ministério da Saúde, o instituto desenvolve medicamentos essenciais com prioridade para doenças como Aids, malária, leishmaniose, tuberculose, diabetes, doença de Chagas, herpes e esquistossomose.Atualmente, o Far-Manguinhos produz sete dos 12 medicamentos anti-retrovirais distribuídos gratuitamente pelo Ministério. O programa do governo federal beneficia 100 mil brasileiros, o que representa 100% da população que necessita da terapia.O governo federal destina cerca de R$ 610 milhões para a compra de medicamentos anti-aids. Caso todos os remédios fossem importados, o gasto seria de R$ 1,32 bilhão.

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