Fiocruz pode estocar 25 milhões de vacinas

A Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que fabrica vacinas e kits para diagnóstico de doenças, tem agora um centro de armazenagem capaz de estocar 25 milhões de doses de vacina.Com o centro, inaugurado nesta segunda-feira, a Fiocruz amplia em quatro vezes a sua capacidade de estocagem.Assim, está em condições de atender às necessidades do Ministério da Saúde, segundo o gerente comercial da fábrica, Mário Moreira. O investimento foi de R$ 1,2 milhão."Nos últimos anos, dobramos nossa produção, sem condições de manter um estoque estratégico para atender às demandas do governo. Agora podemos armazenar três meses de produção", afirmou Moreira.Responsável por 60% da produção nacional de vacinas, a Bio-Manguinhos fabricou 100 milhões de doses no ano passado e dois milhões de testes para doenças como hanseníase, dengue e hepatite.Toda a produção ficará armazenada na nova central, em temperaturas que variam entre -20 graus C e 4 graus C.Febre amarela, poliomelite, sarampo e meningite são algumas das enfermidades combatidas por vacinas produzidas na Fiocruz, que este ano coloca dois novos medicamentos no mercado: a dupla viral, para sarampo e rubéola; e a tetravalente, que imuniza contra difteria, tétano e coqueluche, além de meningite e pneumonia causadas pela bactéria Haemophillus influenzae, maior causadora mundial de morte de bebês.O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Bajas Negri, garantiu que o governo manterá o atual nível de investimento na Fiocruz. "Desde 1995, o governo colocou R$ 150 milhões na Fiocruz. Se mantivermos a média de R$ 25 milhões anuais, atingiremos R$ 100 milhões nos próximos quatro anos."Nesta segunda-feira foi lançada a pedra fundamental do Centro de Produção de Antígenos Virais (CPAV) e do Centro de Controle e Garantia da Qualidade, obra orçada em R$ 35 milhões, que tem verbas asseguradas e será iniciada ainda este ano.O CPAV, que deve estar pronto em três anos, concentrará a fabricação de vacinas contra pólio, sarampo e febre amarela.Para os próximos cinco anos, ao custo de R$ 13,5 milhões, estão previstas a construção do Centro de Produção de Reativos para Diagnósticos (CPRD) e da Planta de Desenvolvimento, onde novas vacinas e reativos serão testados.O CPRD duplicará a atual capacidade de produção da Fiocruz, chegando a quatro milhões de testes por ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.