Fiocruz detecta desnutrição grave entre descendentes de escravos

O centro de pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manaus (AM) vai começar a pesquisar, em junho, as condições de vida, saúde e nutrição de seis comunidades quilombolas ? descendentes de escravos ? de Santarém (PA), na região do baixo Amazonas.Em uma expedição realizada em março, os pesquisadores Luciano Toledo e Denise Oliveira encontraram um grave quadro de desnutrição infantil entre os cerca de 2 mil remanescentes de quilombos.Em uma das comunidades, Arapemã, 50% das 46 crianças na faixa etária de zero a cinco anos sofrem da doença, segundo levantamento preliminar divulgado nesta terça-feira, na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, no campus da Fiocruz, no Rio.Diante da falta de infra-estrutura na área médica, os pesquisadores solicitaram à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) a criação de distritos sanitários quilombolas, já existentes em reservas indígenas. Além da desnutrição, mais acentuada entre os remanescentes que vivem em áreas ribeirinhas, a Fiocruz detectou casos de osteoporose e artrose precoces, verminoses e hipertensão arterial.

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