Fim do 1º turno da CPMF só dia 2, dizem líderes governistas

Por questão política, votações que seriam retomadas nesta tarde, foram transferidas para esta quarta-feira

Denise Madueño e Eugênia Lopes, do Estadão

25 de setembro de 2007 | 18h51

O líderes governistas admitiram nesta terça-feira, 25,  que o primeiro turno da votação da proposta que prorroga a cobrança da CPMF só deverá ser concluído na Câmara, no dia 2 de outubro. Por uma questão política - as nomeações para a Petrobras e outra regimental - o excesso de emendas- as votações que seriam retomadas nesta tarde  foram transferidas para quarta.   Veja também: Especial sobre a CPMF   Votação da CPMF é adiada para quarta, diz líder do governo   Politicamente, o governo teve de resolver a rebelião no PMDB. A bancada está insatisfeita com a nomeação de petistas para a diretoria da Petrobrás. Em reunião com o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, o governo explicou que as mudanças foram feitas envolvendo um único partido, ou seja, trocando petistas por petistas.   No encontro, ele garantiu que o governo cumprirá o que foi acordado com os partidos da base, entre eles o PMDB. Uma das reivindicações do partido é a vaga na diretoria de relações internacionais da Petrobras.   Na sexta-feira, o governo promoveu um mudança na Petrobras e nomeou o ex-senador José Eduardo Dutra para a presidência da BR-Distribuidora e Maria das Graças Foster para a Diretoria de Gás. Ela ocupou o cargo do petista Ildo Sauer que se afastou do cargo com duras críticas ao partido e ao governo.   "Havia um acordo entre governo e a base de que não sairiam nomeações até a conclusão da votação da CPMF", disse o líder do governo, José Múcio ( PTB-PE). Segundo ele, no entanto, a questão foi resolvida com as explicações dadas aos aliados. "Não foi tomado espaço político de ninguém. Os outros espaços obedecerão os critérios combinados com cada partido", disse. "As nomeações na Petrobras dificultaram os trabalhos, mas hoje os problemas foram superados", acrescentou.     Saídas   Regimentalmente, os governistas estão buscando formas para reduzir o número de votações previstas para essa fase. Até agora, das 65 emendas aglutinativas apresentadas ao projeto foram aceitas pela secretaria da Mesa apenas 26 e outros 10 destaques, o que exige 36 votações nominais. Os governistas pediram que o deputado Paulo da Força (PDT-SP) colabore com o esforço do governo e retire os três destaques que ele apresentou, já que integra um partido da base.     Além disso, os líderes estão analisando a possibilidade de recorrer à critérios regimentais para evitar as votações das emendas apresentadas pela oposição. Por exemplo, o de não votar repetidas vezes assuntos já deliberados pelo plenário.   Por estratégia de obstrução, a oposição apresentou várias emendas que tratam de uma mesma questão, alterando, na avaliação do governo, completamente o uso de emendas aglutinativas. Essas emendas são utilizadas, apenas, para dirimir dúvidas em relação a algum tema em discussão.   "Estamos vendo uma forma de enxugar essas emendas para termos um número menor de votações", afirmou o líder do governo, José Múcio Monteiro (PTB- PE). O líder do PSB, Márcio França (SP) considerou que o governo perdeu a metade da semana ao adiar para esta quarta a retomada das votações da CPMF. "A semana tem apenas dois dias bons de votação, as terças e quartas. Perdemos um dia não votando hoje", disse.   A sessão desta terça  acabou destinada, apenas, a votação de projetos de Leis que estão tramitando em regime de urgência. Um deles, na área de ciência e tecnologia. O outro é o projeto que substituiu a medida provisória 382, que beneficiava setores moveleiros e calçadista, afetados pela variação cambial.

Mais conteúdo sobre:
CPMF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.