Filiação de Meirelles é um marco, diz liderança do PMDB

A filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB hoje é um marco no cenário político brasileiro, na avaliação do presidente do partido em Goiânia, Adib Elias. "Não se trata de uma filiação importante. É a mais importante do território nacional", afirmou, em entrevista à Agência Estado.

Célia Froufe, da Agência Estado,

30 de setembro de 2009 | 09h46

 

Elias disse que já "havia sentido" na sexta-feira a inclinação do presidente do BC de se filiar ao partido, após conversa informal em Goiânia naquele dia. "Estamos conversando com interlocutores a respeito do tema há algum tempo, mas a confirmação veio mesmo ontem, às 7 horas da noite", comentou.

 

De acordo com ele, os preparativos para a recepção de Meirelles hoje, em Goiânia, já estão praticamente todos prontos. Elias disse que o presidente deve chegar à capital de Goiás às 10 horas, uma hora antes do momento marcado para a filiação, na sede do PMDB na cidade. A cerimônia de filiação contará, conforme o presidente do PMDB estadual, com o discurso dele próprio, do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, que pretende disputar a eleição para governador, e de Meirelles.

 

O presidente do BC evita falar sobre candidatura no momento, alegando que só tomará uma decisão em março do próximo ano. Ele já descartou a possibilidade de concorrer à vaga de governador de Goiás por conta da necessidade de se afastar do cargo neste momento e porque também teria recebido a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não se candidatar ao pleito.

 

Em princípio, Meirelles deverá concorrer a uma vaga ao Senado, mas ele vislumbra também a possibilidade de compor a chapa para chegar à Presidência com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. De qualquer forma, esta decisão só seria tomada no limite do prazo final, no fim do primeiro trimestre de 2010.

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