Filhos de Maluf não têm "nada a declarar" ao MP

Os filhos do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB), Otávio e Lina, e a nora, Jaqueline, responderam apenas com lacônicos "nada a declarar" às cerca de 30 perguntas feitas a eles pelo promotor da Cidadania Silvio Antonio Marques, do Ministério Público de São Paulo. Os três prestaram depoimentos dentro do processo instaurado no Ministério Público para apurar as supostas contas em nome deles e do ex-prefeito no paraíso fiscal da Ilha de Jersey, no Canal da Mancha. No final do interrogatório, apenas o advogado Ricardo Tosto, que atua na defesa de Maluf e de seus familiares, falou em nome dos três. "Como Maluf já repetiu várias vezes, não existem provas. Os promotores apresentam apenas e-mails supostamente trocados com autoridades financeiras de Jersey, mas isso não são provas?, disse Tosto. "Até agora não apresentaram nenhum documento oficial." Tosto defendeu também os silêncio de seus clientes. "Tudo o que eles falaram será usado contra eles e nunca a seu favor", disse o advogado. O promotor Marques afirmou que os três familiares de Maluf foram convocados por causa de informações transmitidas pelas autoridades financeiras de Jersey ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda. De acordo com as informações, os familiares de Maluf seriam beneficiários das contas. A esposa de Maluf, Silvia, o filho Flávio e o próprio ex-prefeito também foram intimados para depor, o que deve ocorrer na próxima semana.

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