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Filho de Sérgio Cabral volta para secretaria do Rio após ajudar Picciani

Deputado Marco Antonio Cabral assumiu mandato na Câmara no final de 2015 para apoiar recondução de líder do PMDB e se licenciou novamente do cargo nesta semana

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

06 de janeiro de 2016 | 10h29

Brasília - Após retornar à Câmara no final de 2015 apenas para apoiar a recondução de Leonardo Picciani (RJ) à liderança do PMDB na Casa, o deputado Marco Antonio Cabral (PMDB-RJ) se licenciou novamente do mandato. Segundo a Mesa Diretora, o filho do ex-governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB) pediu licença do cargo nessa terça-feira, 5, para voltar ao cargo de secretário do Esporte do Estado do Rio de Janeiro, que ocupava até o início de dezembro.

Cabral foi o segundo parlamentar do PMDB que tinha assumido o mandato para apoiar Picciani a retornar ao cargo de secretário. O deputado Pedro Paulo (RJ) já tinha se licenciado em 28 de dezembro, para retornar ao comando da Secretaria Executivo de Governo da Prefeitura do Rio. De acordo com Picciani, Pedro e Cabral voltaram aos postos de secretários apenas porque a Câmara está em recesso, mas devem retomar os mandatos no início dos trabalhos legislativos, em fevereiro.

A ideia é que os dois apoiem a reeleição de Picciani ao posto de líder do PMDB e ajudem a barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Picciani e Dilma também contarão com o apoio do vereador carioca licenciado Átila Nunes (PMDB-RJ), que toma posse como deputado nesta quarta. A posse foi garantida por liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se negar a empossar Nunes, pelo fato de ser vereador.

A ala pró-impeachment do PMDB apostava na saída de Pedro Paulo e Marco Antonio durante o recesso para tentar retomar a liderança do PMDB de Picciani. O deputado fluminense chegou a ser deposto no início de dezembro após articulação do grupo peemedebista contrário ao governo, que indicou Leonardo Quintão (MG), mas conseguiu se reconduzir ao posto com ajuda do Planalto e do PMDB do Rio, que articularam o apoio a Picciani de 7 dos 35 deputados que tinham apoiado Quintão.

Diante desse cenário, o atual líder do PMDB garante que, mesmo com a saída dos dois secretários, continua tendo maioria da bancada. "Com os dois secretários, o quórum da bancada era de 69 deputados. Tive 36 assinaturas, uma a mais do que precisava. Se tirasse os dois, meu apoio cairia para 34, mas o quórum iria para 67, e eu continuaria tendo maioria", explica Picciani, que contará ainda com mais um apoio, após a posse de Átila Nunes. 

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