Filho de Renan paga promessa pela absolvição do pai

Cidade Natal dos Calheiros, em AL, comemora decisão com queima de fogos e distribuição de bebidas

RICARDO RODRIGUES, Agencia Estado

12 Setembro 2007 | 20h18

O filho do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Renan Filho (PMDB), prefeito de Murici, foi à Juazeiro do Norte, no Ceará, para pagar promessa feita ao Padre Cícero quando soube da absolvição do pai. "Foi a vitória da verdade, contra a calúnia e a inveja", afirmou. Para ele, "foi feita justiça e Alagoas é quem sai ganhando com essa decisão histórica do Senado. Vamos mostrar ao Brasil que nossa luta sempre foi em defesa dos alagoanos", afirmou.Em Murici, cidade natal dos Calheiros, amigos e correligionários do senador realizaram queima de fogos e distribuíram bebidas aos moradores, para comemorar a votação do Senado. "Estamos de alma lavada, nosso senador provou que não cometeu nenhuma irregularidade e que honra o mandato concedido pelo povo", afirmou a professora aposentada Benedita Rufino.  Renan foi absolvido por 40 votos a favor, 35 contra e 6 abstenções no primeiro processo no qual era acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista. Ele enfrenta ainda outras trêsa acusações.      Veja também:   Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Como foi o dia em que o senador escapou da cassação  Renan lamenta perdas, mas diz que absolvição é 'vitória da democracia' 'Absolvição macula política brasileira', diz especialista  Galeria de imagens: confusão, soco e discussões Corporativismo marca 181 anos da história do Senado Confusão, soco e discussões marcam 'julgamento'   Blog do Piza: Indecorosa absolvição   'Calvário não é só de Renan, é do Senado' Após decisão, oposição promete radicalizar com CPMF 'Vou para a igreja rezar', diz Renan após absolvição Deputados e senadores trocam socos antes de sessão Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado Enquete: você concorda com a absolvição de Renan?   Renan parecia não duvidar da vitória.  Ele acordou com um prognóstico na cabeça e uma frase na boca que repetiu insistentemente a quem se encontrou com ele ou telefonou para lhe desejar boa sorte. "Ganho, e ganho bem", disse a todos os interlocutores, a começar pelos ministros que telefonaram para prestar solidariedade e desejar "força" para enfrentar a sessão secreta que começaria horas mais tarde.   A absolvição de Renan abriu um conflito entre governo e oposição, que promete obstruir votações de interesse do governo e radicalizar contra a proposta de prorrogação da CPMF. "Se tivermos vergonha, temos que engrossar com a CPMF. Vamos radicalizar, porque esse nível de promiscuidade na base aliada não pode continuar", afirmou o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), logo após a decisão que livrou Renan de perder o mandato. Para o ex-deputado federal José Thomaz Nonô (DEM), a culpa pela absolvição de Renan é do PT. "Quando o partido do presidente da República liberou seus senadores para votar como quisessem, estava dando o sinal de que Lula estava apostando na absolvição de Renan", avaliou Nonô. "Infelizmente o Senado perdeu uma ótima oportunidade para refazer sua imagem", acrescentou. O ex-deputado federal João Lyra (PTB), que denunciou uma sociedade secreta com Renan, não quis comentar a votação do Senado.

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