MARCOS BEZERRA/FUTURA PRESS
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Filho de presidente do TCU pede para saber se foi citado em delação

Tiago Cedraz encaminhou solicitação ao Supremo e ao procurador-geral da República Rodrigo Janot para se colocar à disposição da Justiça e saber se foi citado por Ricardo Pessoa

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2015 | 20h56

Brasília - O advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, enviou um pedido para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para saber se foi citado nas investigações da Operação Lava Jato, especificamente na delação premiada do dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa. 

Na peça encaminhada ao relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zacascki, e ao condutor das investigações, Janot, a defesa de Cedraz diz que o advogado foi "surpreendido" por matérias publicadas na imprensa que apontavam que o filho do presidente do TCU foi citado na delação de Pessoa como suspeito de ter repassado informações privilegiadas da Corte de Contas.

"As informações divulgadas na imprensa, caso sejam de fato procedentes, sugerem a existência da imputação de fatos criminosos originados na referida delação premiada", escrevem os advogados de Cedraz. O filho do presidente do TCU pede a Janot e a Teori Zavascki para ser "informado e certificado se há efetivamente alguma acusação contra sua pessoa" no termo de delação premiada. Cedraz se colocou também à disposição de Janot para prestar esclarecimentos.

Zavascki deve homologar nos próximos dias o acordo de delação firmado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa com a Procuradoria-Geral da República. O Estado revelou que, entre os nomes citados por Pessoa está o do senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). A delação do empreiteiro pode gerar abertura de novos inquéritos para investigar práticas criminosas ou reforçar as 25 investigações contra parlamentares e operadores do esquema que já tramitam perante o STF.

Ricardo Pessoa é considerado o coordenador do chamado "clube das empreiteiras", que organizava o esquema envolvendo prática de cartel nos contratos da Petrobrás.

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