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Filho de Maluf ligou para Suíça após bloqueio do dinheiro

O Ministério Público de São Paulo identificou ligações telefônicas da família Maluf para o escritório de advocacia Schellenberg Wittmer, localizado em Genebra, na Suíça. Os contatos foram realizados no ano passado, na mesma época em que o Citibank na Ilha de Jersey - paraíso fiscal do Canal da Mancha - bloqueou administrativamente, em caráter provisório, ativos em nome do ex-prefeito Paulo Maluf e de seus familiares. Uma das ligações teve duração de dois minutos e 10 segundos. Schellenberg Wittmer, influente escritório dedicado ao direito comercial, tributário e financeiro, está tentando desbloquear as aplicações.Segundo o Ministério Público, as ligações para Genebra foram realizadas pelo empresário Flávio Maluf, presidente da Eucatex, filho mais velho do ex-prefeito. Flávio também teria feito contatos com o Citibank de Genebra, onde Maluf abriu uma conta em julho de 1985. O presidente da Eucatex, segundo o Ministério Público, tem procuração da família para administrar bens e negócios dos Maluf.A assessoria do ex-prefeito informou que "não vê nada de incomum" no fato de Flávio ter uma procuração com poderes para gerir os negócios da família. Hoje, a assessoria do pepebista confirmou que ele autorizou a contratação do mesmo escritório suíço, desta vez para "apurar todos os fatos", se referindo à divulgação de documento do governo suíço com revelações sobre a conta de Genebra.O documento foi enviado pelo Bundesant Für Polizeiwsen - a polícia de inteligência financeira da Suíça - ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda, indicando que em 9 de janeiro de 1997, Maluf transferiu os recursos para o Citibank de Jersey. O ex-prefeito nega possuir ativos no paraíso fiscal. Seus assessores desafiam o Ministério Público a apontar quais as ligações que Flávio Maluf realizou para Genebra.O procurador-geral de Justiça de São Paulo, José Geraldo Brito Filomeno, rebateu as declarações de Maluf, para quem as investigações do Ministério Público têm propósito político. Em nota, Filomeno afirma que a apuração envolvendo ilícitos penais ou atos de improbidade "se caracterizam pela isenção e profissionalismo, não possuindo qualquer conotação político-partidária"."Lamento que ao invés de contribuir para a elucidação dos fatos como afirma ser de seu interesse, o senhor Paulo Salim Maluf procure desviar o foco das apurações para atingir aqueles que o investigam", avalia o procurador-geral. Filomeno termina a nota avisando que "o Ministério Público não se intimidará com ataques absolutamente infundados, prosseguindo de forma serena e imparcial em suas apurações".

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