Janete Longo|AE
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Filho de FHC reage à acusação de Cerveró e nega influência na Petrobrás

Em nota divulgada nesta sexta-feira, 3, Paulo Henrique Cardoso diz que jamais teve qualquer relação com as empresas referidas pelo ex-diretor da petrolífera e acredita que declaração tem como objetivo envolver seu pai nos escândalos da estatal

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2016 | 18h41

RIO - Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, 3, o filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Paulo Henrique Cardoso, negou que tenha influenciado a direção da Petrobrás na contratação da empresa PRS Energia, como denunciou o ex-diretor da estatal Nestor Cerveró, em delação premiada. Segundo a nota, assinada pelo advogado Sergio Bermudes, o filho do ex-presidente "informa categoricamente que jamais teve qualquer relação, próxima ou remota, direta ou indireta, com as empresas referidas no depoimento do encarcerado Nestor Cerveró".

 

Segundo Bermudes, Paulo Henrique Cardoso "atribui a falsidade da declaração do ex-diretor da Petrobrás a uma tentativa de envolver seu pai nos escândalos ocorridos na estatal".  Nestor Cerveró, preso na Operação Lava Jato em  janeiro de 2015, fechou acordo de delação premiada e deverá passar a prisão domiciliar no dia 24 deste mês. 

Na delação, Cerveró disse ter presenciado irregularidades na Petrobrás durante o governo Fernando Henrique (1995-2002), entre as quais a contratação, pela estatal, da PRS Energia, que, segundo o ex-diretor,  pertencia ao filho do ex-presidente tucano. Cerveró disse que a PRS associou-se à Petrobrás para gerir a termoelétrica Termorio, construída pela multinacional francesa Alstom, ao custo de US$ 715 milhões. O ex-diretor afirmou que a contratação da PRS foi feita  "por orientação do então presidente da Petrobrás Philippe Reichtsul, por volta de 2000".

"A fonte dessa deslavada mentira deve ser a mesma da qual proveio a notícia, já cabalmente desmentida, de que o ex-presidente seria proprietário de dois apartamentos no exterior, tudo não passando de mais uma urdidura vexaminosa que compromete e denuncia os seus artífices", conclui o advogado de Paulo Henrique.

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