Filho de Cassol é solto em Vitória pela Justiça

Mas promotoria denuncia 21 por formação de quadrilha

Marcelo Auler, O Estadao de S.Paulo

12 de abril de 2008 | 00h00

A Procuradoria da República apresentou ontem denúncia por formação de quadrilha contra 21 pessoas presas pela Polícia Federal, durante a Operação Titanic, acusadas de participação em esquema de importação ilegal de veículos. Ao mesmo tempo, os procuradores solicitaram a prisão preventiva de sete denunciados. Dos 23 presos pela PF durante a semana, apenas 8 continuavam presos ontem. O juiz substituto da 1ª Vara Federal de Curitiba, Pedro Gomes, determinou a liberdade de oito dos acusados. Entre eles estão Pedro Scopel, dono da TAG Importação e Exportação de Veículos, que trazia carros do exterior subfaturados, além de Ivo Júnior Cassol e Alessandro Cassol Zabott, respectivamente filho e sobrinho do governador de Rondônia, Ivo Cassol. Os dois são acusados de tráfico de influência.O juiz só concedeu a prisão preventiva de Adriano Mariano Scopel, filho e sócio de Pedro Scopel na TAG e apontado como chefe do bando, e a prisão temporária de Alessandro Stockl, assessor de Adriano. O ex-senador Mario Calixto Filho, que já estava com prisão preventiva decretada, continua detido. Calixto Filho teve ontem um pedido de habeas-corpus rejeitado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. OUTROSJá Aguilar de Jesus Bourguignon (economista, diretor operacional da TAG, apontado como braço direito de Adriano), Charles Henrique Porto Santos (fiscal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que legalizava a importação fraudulenta de anabolizantes), Edcarlos Tibúrcio Pinheiro e Max Pimentel de Almeida Marçal (auditores da Receita Federal, respectivamente em Porto Velho e Vitória), Rodolfo Bergo Legnaioli (despachante aduaneiro de Adriano Scopel) e Stockl terão de cumprir mais cinco dias de prisão. ADITAMENTOA denúncia de ontem não encerra o caso. O Ministério Público nos próximos dias deverá apresentar aditamento para que alguns dos 21 denunciados por formação de quadrilha respondam por crimes como evasão de divisa, sonegação fiscal, falsidade ideológica, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro, além de corrupção passiva ou ativa. Alguns dos que tinham sido presos e não foram denunciados por formação de quadrilha poderão aparecer nos aditamentos, acusados de crimes como evasão de divisas, sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Contra os parentes do governador Ivo Cassol e o ex-senador Calixto Filho, a denúncia será pelo menos por crime de tráfico de influência.

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