Filho de Campos assume cargo no PSB pernambucano

Filho de Campos assume cargo no PSB pernambucano

Aos 20 anos, João Campos foi eleito secretário de Organização da Executiva estadual da sigla

Ângela Lacerda, O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2014 | 11h15

RECIFE - Depois de se engajar nas campanhas do governador eleito por Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), de Marina Silva (PSB) e de Aécio Neves (PSDB), no primeiro e segundo turnos da eleição presidencial, o filho de Eduardo Campos, o estudante João Campos, 20 anos, inicia sua trajetória partidária: ele foi eleito na noite dessa terça-feira,  28, secretário de Organização da Executiva do PSB pernambucano.

Com discurso bem articulado, disse que irá aproveitar a estrutura já existente no partido, a Fundação João Mangabeira, para capacitar e formar novos quadros, buscando interiorizar estas ações - dentro das atribuições do novo cargo que inclui a organização de eventos partidários, filiações, congressos de formação política.

João Campos frisou que o legado político do seu bisavô Miguel Arraes (1916-2005) e do seu pai, Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo, em agosto, em plena campanha presidencial, não pertence a uma pessoa nem a uma família. "Este legado é do povo", disse ele, que considerou estas eleições vitoriosas com a eleição do novo governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do senador Fernando Bezerra Coelho, de oito deputados federais e de 15 deputados estaduais socialistas, apesar das dificuldades e perdas enfrentadas. "Este foi um ano muito difícil, perdemos em menos de um mês o presidente e líder do nosso partido, Eduardo Campos, e um outro líder e presidente de honra, Ariano Suassuna", discursou ele, na reunião que oficializou a nova diretoria partidária, em um hotel na zona sul do Recife.

A primeira tentativa de João Campos ingressar na vida político-partidária ocorreu no ano passado, quando seu nome surgiu como opção para comandar a Juventude Socialista. A vereadora pelo Recife e prima, Marília Arraes, se indignou porque disputava o cargo e considerou atitude antidemocrática e centralizadora do partido e de Eduardo Campos de indicar o filho. Diante do conflito interno criado, o rapaz desistiu e Marília passou a dissidente do partido. Apoiou, nesta eleição, os candidatos do PT, no nível estadual e nacional.

Presidente estadual reeleito, Sileno Guedes observou que a nova executiva só tem três mudanças em relação à formação anterior. Para ele, o grande desafio da nova executiva será "garantir a unidade de ação e de discurso" e o crescimento partidário. Ele defende que o partido, na esfera nacional, deve ter a capacidade de manter sua identidade no campo da esquerda e ao lado dos movimentos sociais. "A gente não pode fazer qualquer movimento que comprometa nossa história".

 Em relação a Marília Arraes, Sileno Guedes disse que a postura do partido é de "indiferença". "É uma opinião isolada (a dela), fruto de uma frustração pessoal, deixa ela em paz", afirmou, ao descartar qualquer processo de expulsão da vereadora do partido.

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