Filho de Bumlai nega acusações e plano de delação premiada

Em viagem na Espanha, vice-prefeito de Campinas alega ser inocente e que sua gestão na Ceasa foi ‘reconhecida nacionalmente’

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

23 de maio de 2011 | 23h59

"É um absurdo, uma barbaridade", desabafou Guilherme Bumlai, filho do empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula e alvo da investigação do Ministério Público. "Não estamos envolvidos em coisas desse tipo."

 

Guilherme esclareceu que seu pai foi conselheiro da Constran até 1997. "Meu pai não participou de nenhuma licitação, jamais. Precisamos pôr uma pedra nisso, não faz sentido."

 

Ele afirmou que Bumlai nunca pensou em fazer delação premiada. "Nunca houve cogitação, é a primeira vez que estou ouvindo isso. É alguma armação, meu pai nunca esteve, nunca encontrou Ítalo (Barione) ou Luiz Aquino. Nossa indignação é total."

 

"É uma acusação absolutamente improcedente, até criminosa", reagiu Mário Sérgio Duarte Garcia, amigo e advogado de Bumlai em causas cíveis. "Bumlai não tem o mínimo envolvimento, ele está afastado da Constran há muitos anos. Nunca mais participou de qualquer atividade na Constran. Não tem lógica a acusação que está sendo feita a ele. Bumlai não conhece Aquino e nenhum outro que é citado nessa investigação."

 

A assessoria da Constran foi categórica. "Informações sobre contratos comerciais pertencem exclusivamente ao contratante e podem ser tornadas públicas apenas por ele, segundo seu critério. A empresa não mantém qualquer relação com José Carlos Bumlai."

 

O vice-prefeito Demétrio Vilagra, que acumulava a presidência da Centrais de Abastecimento de Campinas, escreveu na internet: "Ainda aqui na Espanha, tentando antecipar minha volta. Solicitei meu desligamento da presidência da Ceasa. Lá meu trabalho é reconhecido nacionalmente e me afastarei para não atrapalhar o bom andamento das atividades: quero ficar totalmente disponível para esclarecer minha inocência na Justiça". Ele e outros 19 investigados tiveram prisão decretada pelo juiz Nélson Bernardes, da 3.ª Vara Criminal de Campinas.

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