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Filho caçula de Lula é nomeado assessor de petista na Assembleia de SP

Luis Cláudio será auxiliar parlamentar do deputado estadual Emídio de Souza, tesoureiro nacional do PT e ex-presidente estadual do partido

Fabio Leite e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

02 de abril de 2019 | 14h09

SÃO PAULO - Luis Cláudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi nomeado nesta terça-feira, 2, como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ele vai trabalhar no gabinete do deputado Emídio de Souza (PT), tesoureiro nacional do partido e ex-prefeito de Osasco, na Grande São Paulo.

A nomeação de Luis Claudio foi publicada no Diário Oficial do Legislativo desta terça-feira. Ele vai exercer o cargo em comissão (livre indicação) de auxiliar parlamentar, cujo salário previsto na escala de vencimentos da Alesp é de R$ 6.515,40. Cada deputado estadual tem direito a indicar até 23 assessores. O filho de Lula será o 13.º funcionário nomeado no gabinete de Emídio de Souza, que foi presidente estadual do PT e retornou à Assembleia paulista depois de 15 anos.

"Ele (Luis Cláudio) vai cumprir expediente e ficar interno na Assembleia. Vai cuidar das burocracias, ajudar com projetos, emendas, organizar agenda e cuidar das redes sociais", disse o deputado petista. Questionado pela reportagem se a nomeação é um gesto de solidariedade a Lula, que está preso há um ano em Curitiba após ser condenado pela Lava Jato, Souza respondeu que sempre foi muito próximo a Luis Cláudio. "A família está sofrendo muito. Tomei essa iniciativa", disse.

Ao lado de Lula, Luis Cláudio é réu na Operação Zelotes, na qual são acusados de negociar e receber R$ 2,5 milhões do casal de lobistas Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni para influenciar na prorrogação, pelo governo federal, de incentivos fiscais a montadoras de veículos e na compra dos caças Gripen, da sueca Saab, por US$ 5,4 bilhões.

No mês passado, a Polícia Federal indiciou Lula e seu filho por supostos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de influência. A investigação, que é abastecida pela delação da Odebrecht, mira pagamentos à empresa de marketing esportivo Touchdown, que pertence a Luís Cláudio. Segundo a PF, ela tem capital social de R$ 1 mil mas recebeu R$ 10 milhões de grandes patrocinadores para promover o futebol americano no Brasil.

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