Filha de Roriz recebeu dinheiro sujo, diz Durval Barbosa

Delator do esquema de corrupção no Distrito Federal, conhecido como "mensalão do DEM", Durval Barbosa afirmou ontem, em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, que é suja a origem do dinheiro entregue por ele à deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), filha do ex-governador Joaquim Roriz. "O dinheiro entregue a Jaqueline Roriz é oriundo das propinas dos contratos de informática do governo do Distrito Federal", disse ele, em conversa gravada. "O dinheiro é sujo, não tem outra denominação."

AE, Agência Estado

17 de março de 2011 | 08h06

É a primeira declaração pública de Durval sobre o conteúdo da gravação, revelada pelo site do jornal no dia 4 de março, em que ele repassa dinheiro vivo a Jaqueline Roriz e seu marido, Manoel Neto. No vídeo, pelo menos R$ 50 mil foram entregues a Jaqueline Roriz por Durval.

Por ser a principal fonte de informação da investigação do Ministério Público, Durval está sob proteção policial. A afirmação dele de que a origem dos recursos é o esquema corrupto no DF contradiz a defesa da deputada de que o dinheiro que surge nas imagens não passa de doação "não contabilizada" à sua campanha eleitoral em 2006, uma espécie de caixa dois.

Para o Ministério Público Federal, o importante é mostrar que o dinheiro recebido pela parlamentar é fruto de desvios dos cofres públicos. Em 2008, uma operação do Ministério Público com auxílio da Polícia Federal, chamada de "Megabyte", apontou fraudes envolvendo R$ 1,2 bilhão no setor de informática. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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