DIDA SAMPAIO|ESTADÃO
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Filha de Cunha diz em rede social que é advogada do BTG Pactual

Camilla Dytz da Cunha lista emprego no banco cujo CEO é André Esteves, preso hoje na Lava Jato

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2015 | 14h42

RIO - O BTG Pactual, cujo CEO, André Esteves, foi preso hoje pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava jato, tem em seu quadro de advogados Camilla Dytz da Cunha, filha do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A advogada lista o emprego no banco, iniciado em janeiro de 2014, em pelo menos duas redes sociais,  o LinkedIn, voltado a relações profissionais, e o Facebook.]

No fim de outubro, um relatório de análise do Ministério Público Federal indicou os caminhos secretos que o dinheiro atribuído ao presidente da Câmara - e que teria a origem em pagamentos de propina - percorreu até a Suíça.

O relatório esmiúça, amparado nas informações enviadas pelo país europeu, cinco contas que se ligam e que incriminam Cunha: Triumph SP, Orion SP, Netherton Investments LTD, Kopek, e Acona International, alojadas nos bancos suíços Julius Baer e BSI.

O BTG anunciou a compra do banco suíço BSI em 14 de julho de 2014. Dois meses antes, a instituição brasileira havia celebrado um termo de exclusividade para negociar a compra. Com a aprovação dos órgãos reguladores, o BTG passou a gerir uma carteira de aproximadamente US$ 200 bilhões em fortunas no mundo inteiro.

"Isso nos faz um grande player global. É o grande tema dessa fusão. Nos coloca globalmente como um grande participante da indústria de asset management e com um uma presença significativa no negócio global de wealth management", afirmou Esteves à época do anúncio. A transação foi concluída em setembro deste ano, com aprovação dos órgãos reguladores de ambos os países.

Negócios na África. Além disso, o BTG adquiriu, em junho de 2013, uma participação de 50% em blocos de exploração e em desenvolvimento da Petrobrás na Nigéria, por US$ 1,5 bilhão. Em dezembro do ano passado, um funcionário da Petrobrás acusou a direção da estatal, à época sob o comando de Graça Foster, de ter efetuado a venda por um valor aquém do que seria justo pelo ativo. Na ocasião, bancos internacionais teriam avaliado os ativos da estatal no continente africano pelo valor mínimo de US$ 7 bilhões (ou US$ 3,5 bilhões pela metade da participação).

Em outubro deste ano, documentos enviados pelo Ministério Público da Suíça ao Brasil comprovam que um negócio da Petrobrás em Benin, na África, irrigou as contas na Suíça que tinham Cunha e a esposa como beneficiários finais.

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