Filha de cubanos deve vir para o Brasil

Uma semana depois de a Embaixada de Cuba no Brasil ter divulgado a autorização para a vinda ao País da menina Sandra, filha de um casal cubano que mora em Campinas, interior de São Paulo, os pais ainda não tinham informações sobre o desfecho de uma longa disputa.O conselheiro de imprensa da embaixada, Juan Loforte, confirmou nesta quinta-feira a permissão cubana para que a pequena Sandra, de 11 anos, se junte à família no Brasil. Mas Zaida Jova Aguila e Vicente Bezerra Sablón, pais de Sandra, ainda não têm uma definição sobre a sua volta.Segundo um amigo do casal, o também cubano Victor Haber Perez, os dois não chegaram a ser avisados pelo governo de Cuba ou pela embaixada sobre a autorização para a vinda de Sandra. "Eles estão desesperados e não sabem o que fazer nem onde buscar informações". Perez disse ainda que o casal foi orientado pelo Consulado de Cuba em São Paulo a aguardar a decisão oficial a ser comunicada pela embaixada cubana. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a última informação é que o governo cubano estaria disposto a conceder a permissão para a vinda de Sandra ao Brasil. O assessor de imprensa do Ministério, João Paulo Alfina, explicou que a decisão deve ser comunicada diretamente pela embaixada ou consulado à família. Loforte reiterou a autorização para a vinda de Sandra, mas explicou que isso só ocorrerá no fim do mês, quando termina o período escolar em Cuba. Ela está no quinto ano do ensino básico. "Em julho a menina poderá vir ao Brasil", afirmou Loforte.Acrescentou que a mudança de Sandra deve ser providenciada pela família. Zaida e Vicente vieram ao Brasil, há quatro anos, estudar pós-graduação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de um intercâmbio entre universidades brasileiras e cubanas.Há três anos, nasceu no País o segundo filho do casal, Daniel, o que lhes deu direito de permanência em solo brasileiro. Desde então, os dois tentam junto ao governo cubano a vinda da primeira filha.Sandra vive atualmente com os avós maternos e somente conhece o irmão por fotografias.

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