EFE/Antonio Lacerda
EFE/Antonio Lacerda

Filas no Rio se devem a menos zonas eleitorais e demora do eleitor, diz TRE-RJ

Segundo diretora-geral do Tribunal no Estado, Adriana Brandão, corte de custos motivou redução no número de locais para votação

Denise Luna, O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2018 | 15h05

RIO -  A diretora-geral do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Adriana Brandão, informou há pouco que por razão de corte nos custos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou no ano passado a extinção de zonas eleitorais para reduzir os gastos dos tribunais regionais, e por este motivo as filas para votação no Rio de Janeiro estão mais longas do que o de costume. Ela descartou que as filas estejam sendo causadas por problemas no registro biométrico, que segundo ela estão funcionando dentro do esperado.

“No ano passado, o TSE baixou resolução determinando a extinção de diversas zonas eleitorais, isso resultou no agrupamento de seções em outras zonas. No caso do Rio de Janeiro, houve extinção de 84 zonas. Antes eram 244 zonas eleitorais, hoje são 165”, explicou Brandão.

Outro dado que estaria aumentando o tempo de votação é o grande número de candidatos, um a mais do que em outros anos, e o fato de ter a votação em dois senadores, informação desconhecida por alguns eleitores, na avaliação da diretora.

“Nós estamos recebendo informações de juízes de que a demora não está sendo considerada na grande maioria na identificação biométrica. Ao contrário, está sendo considerada até rápida. Um ou outro eleitor demoram porque tem que tentar até 4 vezes (o registro biométrico), mas o que estamos percebendo é a demora do eleitor na urna, temos seis candidatos e ainda tem eleitores sendo surpreendidos por serem dois candidatos a senador”, afirmou.

Ela lembra que  o Rio de Janeiro conta com um número grande de eleitores e que este é o primeiro ano em que 92 municípios do estado estão utilizando a votação por biometria, ao contrário de 2014, quando um número restrito foi validado. Segundo ela, 2,3 milhões de fluminenses fizeram o cadastramento biométrico.

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