Figueiredo defende defende permanente com Uruguai

O chanceler brasileiro Luiz Alberto Figueiredo reuniu-se nesta segunda-feira, 21, com seu colega uruguaio, Luis Almagro, em Montevidéu. Os dois ministros conversaram sobre diversos assuntos da agenda regional ao longo de várias horas no palácio Santos, sede da diplomacia local.

ARIEL PALACIOS, Agência Estado

21 de outubro de 2013 | 19h25

O ministro Figueiredo, em sua primeira visita oficial ao Uruguai desde que assumiu recentemente a pasta das relações exteriores, substituindo o chanceler Antonio Patriota, afirmou que "é fundamental que os dois governos mantenham um diálogo permanente".

Almagro sustentou que ele e Figueiredo consideraram que é "fundamental" o avanço do Uruguai e do Brasil na apresentação de uma oferta do Mercosul à União Europeia, bloco com o qual o cone sul arrasta lentas negociações mais de uma década.

Segundo o ministro uruguaio "o Mercosul está dentro do cronograma previsto, e esperamos que os países que não arredondaram sua oferta o façam em breve", em referência implícita à Argentina e ao Paraguai. Almagro sustentou que espera que os outros sócios façam suas propostas para "avançar de forma coordenada no futuro" até dezembro.

"Ainda há tempo para a conclusão das propostas e para uma conversa e um entendimento entre os membros do Mercosul", disse Figueiredo.

O chanceler brasileiro disse que Brasília e Montevidéu pretendem que a cooperação entre os dois lados da fronteira seja exemplar na região, já que "são dois países que possuem toda a intenção política, econômica e técnica de levar para a frente uma integração real". Figueiredo considera que os dois países "estão empenhados na integração mais além das palavras, da circulação das pessoas e dos bens, para que integre cadeias produtivas em benefícios dos dois países".

Segundo ele, os dois governos possuem um grau de coincidência "elevadíssimo" sobre "a garantia de liberdade de imprensa na internet, bem como a proteção dos dados das pessoas e empresas".

Figueiredo sustentou que é uma "honra" estar em Montevidéu e que o Brasil está unido com o país "por estreitos laços de amizade e fraternidade".

Mujica

O chanceler Figueiredo também foi recebido pelo presidente José "Pepe" Mujica no final da tarde, na Torre Executiva, denominação da nova sede da presidência da República, em pleno centro de Montevidéu.

Mujica, um ex-guerrilheiro tupamaro que foi preso e torturado durante doze anos, durante o regime militar do Uruguai (1973-1985) concluiu seu mandato em março de 2015.

Mujica é um defensor enfático do Mercosul. No entanto, ele também é um crítico do funcionamento do bloco nos últimos anos. Os uruguaios costumam reclamar que os "sócios grandes" (o Brasil e a Argentina) ignoram os pedidos e observações dos "pequenos" (o Uruguai e o Paraguai).

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