Fifa quer definição rápida de interlocutor da Copa

O afastamento do ministro Orlando Silva - que era visto pela Fifa como um obstáculo - dos preparativos da Copa do Mundo de 2014 não foi suficiente para superar a crise entre a entidade e o governo brasileiro. A Fifa queixa-se agora da falta de um interlocutor no Brasil para tratar sobre os problemas do mundial.

AE, Agência Estado

20 de outubro de 2011 | 11h02

A entidade afirma que não tem a quem ligar para superar problemas e que uma série de decisões precisarão ser tomadas já nas próximas semanas. Hoje, a Fifa anuncia o calendário da competição. Mas não tem, por exemplo, como começar a vender entradas por que não existe uma definição da Lei Geral da Copa. Além disso, terá de frear alguns contratos comerciais até que se defina o arcabouço legal no Brasil.

"A Fifa sente uma carência de um interlocutor para falar no governo", disse uma fonte próxima às negociações. Por isso, a entidade quer a rápida nomeação do representante da presidente Dilma Rousseff para a Copa. A Fifa também quer que essa decisão seja traduzida em uma rápida aprovação da Lei Geral da Copa.

O Grupo Estado apurou que o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, ficou impressionado com Dilma em seu encontro que manteve há duas semanas em Bruxelas. O diálogo foi todo em francês e o cartola saiu convencido de que uma nova lei seria apresentada. Mas a frustração agora é de que nada foi feito.

Para a Fifa, a decisão de Dilma pode começar a dar uma solução para esses problemas. Mas apenas se Dilma demonstrar que tem "vontade política" para tratar da crise.

Sem força

No Brasil, o ministro Orlando Silva passou a admitir que cabe à presidente Dilma Rousseff determinar se as negociações com a Fifa continuarão sob o seu comando ou não.

No Planalto, a avaliação é de que no momento o ministro não tem como exercer esse papel, visto que está muito fragilizado politicamente. Não há, por exemplo, como enviá-lo a Zurique para conversar com a direção da Fifa, porque não teria as mínimas condições para falar em nome do governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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