Fiesp usa placar para pressionar deputados

Entre os parlamentares paulistas, só nove assumem ser favoráveis à CPMF

Paulo Darcie, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2018 | 00h00

No térreo do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) o telão anuncia as intenções de voto dos deputados federais paulistas quanto à prorrogação da CPMF. Nove deles assumem que são favoráveis à prorrogação da contribuição, 29 se dizem contra e 32 estão indecisos.A entidade responsável pelos cálculos é o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo, o Sescon-SP, que também aderiu ao movimento contra a CPMF. O presidente do sindicato, José Maria Chapina Alcazar , afirmou que a pesquisa do Sescon engloba não só os deputados federais de São Paulo. Foi enviado ofício para os vereadores, deputados estaduais e senadores de vários Estados pedindo a manifestação de seu voto. "Atualizamos os dados em tempo real, conforme nos respondem ou se manifestam na mídia." Até ontem o total de votos declarados era de 594 e os indecisos eram maioria com 431 votos. Os contrários ao imposto eram 104 e os favoráveis, 59. Todos os dados estão disponíveis no site do Sescon (www.sescon.org.br).Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a grande porcentagem de indecisos na Câmara pode ser revertida em votos contra a CPMF se os partidos da base aliada não fecharem posicionamento favorável ou contrário ao fim da contribuição. "Pensando nas bancadas dos partidos, PSDB, PSOL e DEM já formam uma quantidade significativa de votos contrários." Para a votação no Senado, o otimismo é maior. Skaf conta com a garantia dos votos da oposição e mais quatro dissidentes: os peemedebistas Mão Santa (PI), Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE), além de Expedito Júnior (PR-RO). O movimento contra a CPMF, encabeçado pela Fiesp, continua a campanha com seu abaixo-assinado, que já conta com 1,2 milhão de assinaturas. Desde ontem está disponível um número de telefone gratuito (0800 770 3112) para quem quiser apoiar o movimento. Skaf acredita que a manifestação teve bom resultado. "Não fosse a campanha e o barulho que ela fez, talvez a questão passasse batido."

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