Fiesp confia no fim do tributo

Entidade que coletou e levou a Brasília um abaixo-assinado com 1,3 milhão de assinaturas contra a prorrogação do imposto do cheque pelo Congresso, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) informou ontem que está confiante na derrubada da CPMF pelo plenário do Senado. "Os senadores precisam de tranqüilidade para a votação", informou a assessoria de imprensa do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.A federação comandou uma forte campanha contra a contribuição desde a votação na Câmara, em setembro, e vem atacando duramente a carga tributária do País, sugerindo como solução a redução de gastos, mas ontem preferiu não criar polêmica. A Fiesp não reagiu à declaração do presidente Lula de que "quem tem medo da CPMF é quem sonega imposto". Nos últimos meses, no entanto, Skaf tem rebatido publicamente os argumentos usados nas negociações conduzidas pelo Planalto e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para justificar a prorrogação do tributo. Diz que a sociedade se desacostumou a protestar.A posição de não reagir ao comentário do presidente também foi seguida por outras entidades que batem de frente com a proposta de manutenção da CPMF nos próximos anos. Procurados ontem pelo Estado, tanto o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB-PE), como o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, não se manifestaram.

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