Fiesp cobra propostas de candidatos à Presidência

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, cobrou hoje propostas de governo dos candidatos à Presidência da República. "Já passou do tempo de mostrarem", comentou, afirmando que Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), por enquanto, só se pronunciaram sobre a questão da descriminalização do aborto. Segundo ele, ambos os candidatos estão "falando o óbvio, que é fazer o bem". "Estamos num ensaio sobre a cegueira. Não estamos assistindo nada", comentou, referindo-se ao livro de José Saramago que se tornou filme dirigido por Fernando Meirelles.

RICARDO LEOPOLDO, Agência Estado

14 de outubro de 2010 | 16h29

Na opinião de Francini, os dois candidatos ao Palácio do Planalto estão atrasados para expor à sociedade suas diretrizes básicas de governo, entre elas questões relacionadas à política econômica. Para ele, há temas muito relevantes que não foram focalizados de forma clara por Dilma e Serra. Como exemplo, ele citou que é preciso saber como pretendem trabalhar para reequilibrar a taxa de câmbio, como deve ficar a situação da produção industrial em relação aos produtos importados e qual é a avaliação de cada um deles sobre a trajetória da taxa de juros no curto e médio prazos.

Segundo o diretor da Fiesp, será realizado em São Paulo, no dia 9 de novembro, congresso da indústria no qual a entidade apresentará diversas propostas detalhadas sobre questões envolvendo a economia. Ele destacou que certamente um representante do presidente eleito no dia 31 de outubro será convidado para o evento, que servirá para dar subsídios técnicos ao governo que assumirá o poder a partir de 1º de janeiro.

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