Fidelidade complica aprovação da CPMF no Senado

Planalto tem 24 horas para cooptar senadores do DEM e garantir um mínimo de 49 votos na Casa

AE, Agencia Estado

08 de outubro de 2007 | 08h12

O Palácio do Planalto tem apenas mais 24 horas para concluir a ofensiva de cooptação de senadores do DEM e garantir o mínimo de 49 dos 81 votos do Senado para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reúne-se nesta terça-feira, 9, para decidir se os mandatos majoritários (senador, prefeito, governador e presidente da República) pertencem aos partidos ou aos eleitos. A consulta foi feita pelo PT do Acre. A tendência do TSE é reafirmar a fidelidade partidária, criando uma dificuldade a mais na operação palaciana. "Estamos vivendo fase muito boa no que se refere à prevalência dos princípios. Não acredito na hipótese de o TSE decidir contra a fidelidade reafirmada no caso das eleições proporcionais, porque o sistema fica capenga", afirmou o presidente do tribunal, Marco Aurélio Mello.Dos seis "cooptáveis" do DEM que o Planalto tentava atrair, os senadores Demóstenes Torres (GO) e Edison Lobão (MA), que iriam para a base governista, decidiram permanecer na oposição. Ao menos até agora, só dois senadores democratas confirmaram a mudança para a base aliada: César Borges (BA), agora no PR, e Romeu Tuma (SP), que foi para o PTB para garantir legenda e concorrer à reeleição em 2010.A conversa de mais de uma hora que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve com Demóstenes há cerca de 20 dias não surtiu efeito. Nela, Lula lhe prometeu apoio do PT goiano, numa eventual disputa com o PSDB do senador Marconi Perillo pelo governo de Goiás. Nem assim ele aceitou. "A possibilidade de eu sair do DEM agora é zero", resumiu Demóstenes, ao lembrar que cogitou trocar de partido porque pretende prosseguir na carreira política e o DEM não lhe garantia legenda.   Lobão também já informou à direção do DEM que desistiu de se mudar para o PMDB, apesar da pressão de amigos influentes como o senador José Sarney (PMDB-MA) e a líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA).Sondado pelo governo para aderir à base aliada, o senador Adelmir Santana (DEM), que preside a Federação do Comércio do Distrito Federal, deu sinais de que fica onde está: "Podem ficar tranqüilos. Por origem, princípio, convicção e até por fidelidade partidária sou e serei contra a prorrogação da CPMF", disse esta semana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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