'Ficou evidente que dossiê saiu do Planalto', diz Virgílio

Para o senador do PSDB, a ministra Dilma Rousseff, ao falar aos jornalistas, mostrou 'descontrole e medo'

ROSA COSTA, Agencia Estado

04 de abril de 2008 | 18h34

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou nesta sexta-feira, 4, que o pronunciamento e a entrevista da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, "deixaram claro" que o suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi feito pela Casa Civil da Presidência da República. "Mais do que nunca, ficou evidente que o dossiê saiu do Palácio do Planalto. Cada dia aparece uma nova digital", afirmou Virgílio.       Veja Também: Entenda o que é e como funciona o ITI Dilma anuncia auditoria e fala em ação da PF sobre vazamento Tarso admite PF na investigação do vazamento de dados de FHC Dilma volta à berlinda no caso dossiê FHC e cancela agenda  Para 'Economist', Dilma pode ser 'bode na sala' para 2010 Álvaro Dias diz que tudo foi 'armado' Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Forúm: Quem ganha e quem perde com a CPI? Casa Civil faz 'caça às bruxas' para achar 'espião' do dossiê Oposição vai questionar Dilma sobre dossiê contra FHC em comissão Garibaldi lerá pedido que cria CPI no Senado  Para o senador do PSDB, a ministra, ao falar aos jornalistas, mostrou "o desgoverno, o descontrole e muito medo de que os fatos venham a ser apurados." Ele citou como prova disso o fato de ela ter respondido "a apenas três perguntas". "Aí, ela suspendeu a entrevista e foi embora", comentou. Na avaliação dele, tornou-se ainda mais necessário o comparecimento da ministra à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista dos Cartões Corporativos para responder a uma série de perguntas "que ela fez que não ouviu, ou para as quais não tinha resposta." "Com a sua arrogância e até com tropeços de português, ela tentou se mostrar segura, e é aí que eu pergunto: ''por que, então, não comparece à CPI?''"   O líder do PSDB ironizou "a insinuação de Dilma Rousseff" de que os computadores da Casa Civil possam ter sido invadidos. Ele disse que no governo Fernando Henrique Cardoso uma hipótese dessa natureza "estaria totalmente descartada" e que não entende porque "somente agora, quando a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) recebeu elevadas somas em dinheiro, alguém pode insinuar isso."

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