Ficou evidente que dossiê saiu do Planalto, diz Virgílio

Líder diz que discurso de Dilma mostrou 'desgoverno e muito medo de que os fatos venham a ser apurados'

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2008 | 18h30

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), afirmou  nesta sexta-feira, 4, que o pronunciamento e a entrevista da ministra-chefe da Casa Civil,  Dilma Rousseff, deixaram claro que o dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com cartões corporativos foi feito pela Casa Civil da Presidência da República. "Mais do que nunca, ficou evidente que o dossiê saiu do Palácio do Planalto. Cada dia aparece uma nova digital", afirmou Virgílio.   Veja Também: Tarso admite PF na investigação do vazamento de dados de FHC Dilma volta à berlinda no caso dossiê FHC e cancela agenda  Para 'Economist', Dilma pode ser 'bode na sala' para 2010 Álvaro Dias diz que tudo foi 'armado' Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Forúm: Quem ganha e quem perde com a CPI? Casa Civil faz 'caça às bruxas' para achar 'espião' do dossiê Oposição vai questionar Dilma sobre dossiê contra FHC em comissão Garibaldi lerá pedido que cria CPI no Senado    Para o senador do PSDB, a ministra, ao falar aos jornalistas, mostrou "o desgoverno, o descontrole e muito medo de que os fatos venham a ser apurados." Ele citou como prova disso o fato de ela ter respondido "a apenas três perguntas". "Aí, ela suspendeu a entrevista e foi embora", comentou. Na avaliação dele, tornou-se ainda mais necessário o comparecimento da ministra à CPI Mista dos Cartões Corporativos para responder a uma série de perguntas "que ela fez que não ouviu, ou para as quais não tinha resposta." "Com a sua arrogância e até com tropeços de português, ela tentou se mostrar segura, e é aí que eu pergunto: por que, então, não comparece à CPI?"   O líder do PSDB ironizou "a insinuação de Dilma Rousseff" de que os computadores da Casa Civil possam ter sido invadidos. Ele disse que, quando foi secretário-geral da Presidência, no governo Fernando Henrique Cardoso, uma hipótese dessa natureza "estaria totalmente descartada" e que não entende que, "somente agora, quando a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) recebeu elevadas somas em dinheiro, alguém pode insinuar isso".

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