'Ficamos chocados com a Itália no caso Battisti', diz Garcia

Segundo assessor de Lula, a decisão do ministro Tarso de conceder o refúgio ao ex-ativista não foi política

Andréia Sadi, do estadao.com.br

16 de fevereiro de 2009 | 11h13

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia disse nesta segunda-feira, 16, à rádio Eldorado que o governo ficou "chocado" com o comportamento de autoridades do governo italiano no caso do ex-ativista  Cesare Battisti, a quem foi concedido status de refugiado político pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.   Veja também:  Conheça os argumentos pró e contra a extradição de Battisti  Entenda a polêmica do caso Battisti    TV Estadão: Ideologia não influenciou concessão de refúgio, diz Tarso   Abaixo-assinado a favor do refúgio a Battisti  Leia tudo o que já foi publicado sobre o caso    " Nos deixou bastante chocado comportamento de certas autoridades do governo italiano e certos setores políticos da Itália que tem relação a decisão brasileira atitude desrespeitosa, que questiona a nossa soberania", criticou Garcia.   Segundo ele, a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder o refúgio a Battisti não foi política nem ideológica. " Temos que ter claro que a decisão de ministro Tarso Genro é eminentemente jurídica, não interveio nenhuma fator político, ideológica, o cidadão Battisti não é alguém com quem pessoas do governo teve alguma relação."   O assessor de Lula afirmou que o governo vai esperar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso.   Battisti foi preso preventivamente no Brasil, em abril de 2007, e segue detido na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, à espera da decisão do STF sobre o processo de extradição, após a concessão do refúgio pelo governo brasileiro.

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