FHC volta a defender Estado palestino

O presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a classificar de "inaceitável" a situação no Oriente Médio, "marcada pelo sofrimento cotidiano dos povos palestinos e israelense". As palavras do presidente foram pronunciadas em discurso durante o almoço que ele ofereceu ao chaceler alemão Gerhard Schröder, no Itamaraty. O presidente voltou a defender a criação de um Estado palestino "democrático, pacífico, coeso e viável" para coexistir com Israel. No encontro, as duas autoridades mostraram ainda a necessidade de que seja fortalecida a Organização das Nações Unidas (ONU) e ampliado o seu Conselho de Segurança, para aumentar sua legitimidade. "Brasil e Alemanha partilham da convicção de que a composição atual do Conselho não mais reflete a realidade internacional de nossos dias. Devemos, por isso, dotá-lo de maior representatividade e legitimidade", afirmou Fernando Henrique.Fernando Henrique e Schröder voltaram a pregar a necessidade de que o combate ao terrorismo seja feito em ações multilaterais e abrangentes, não se limitando ao aspecto militar. "É importante que o combate ao terrorismo não desvie nossas atenções de outras questões fundamentais de interesse global, como a luta pelo desenvolvimento e por uma ordem internacional mais justa e equilibrada", afirmou Fernando Henrique. Schröder também tocou no assunto, citando os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, e disse que "a cooperação em nível global é uma questão de sobrevivência". Ele disse que "isso é válido não só no combate ao terrorismo, como também para outros desafios globais, tais como ameaças ao meio ambiente, pobreza e criminalidade relacionada com a droga". O chanceler também afirmou que a estratégia contra o terrorismo deve ter como objetivo a segurança e a justiça globais. "Não podemos admitir e não admitiremos uma globalização que abranja só os mercados e não os valores", afirmou. Schröder também apontou para a necessidade de que as tecnologias modernas de comunicação venham a beneficiar a todos, se evitando uma "divisão digital do mundo".

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