FHC vai à Bolívia; Aécio Neves assume presidência

O presidente Fernando Henrique Cardoso embarcou esta manhã para a Bolívia. Ele transmitiu o cargo ao presidente da Câmara, Aécio Neves, e deu uma rápida declaração à imprensa. O presidente comemorou a vitória do governo brasileiro na disputa com os Estados Unidos na questão das patentes de medicamentos. Segundo ele, esta foi mais uma vitória do governo brasileiro em defesa dos interesses do País, e que vai garantir remédio mais barato para os portadores de aids. O vice-presidente Marco Maciel também viajou para a Bolívia. Mas o avião que o levaria ao país sofreu uma pane e Maciel teve que trocar de aeronave.O objetivo da viagem de Fernando Henrique Cardoso e de Marco Maciel é para tratar das importações de gás boliviano ao Brasil. O objetivo é aumentar a importação do gás boliviano em 10 milhões de metros cúbicos diários. Ainda hoje Fernando Henrique participa de almoço com o presidente da Bolívia, Hugo Banzer, e será homenageado no Congresso Nacional e na Prefeitura de La Paz. Hoje à noite, Fernando Henrique embarcará para Santa Cruz de La Sierra, onde visitará amanhã a Planta de Processamento de Gás de San Alberto, em Yacuiba. Fernando Henrique retornará ao Brasil na quinta-feira.Pacote econômicoO presidente da República em exercício, Aécio Neves, aguarda um contato do ministro da Fazenda, Pedro Malan, para conhecer em detalhes as medidas do pacote tributário que o governo vai anunciar até sexta-feira, para colaborar na articulação política da aprovação das medidas, pelo Congresso Nacional. Segundo ele, essa foi a orientação que recebeu do presidente Fernando Henrique Cardoso, em jantar, ontem à noite, no Palácio da Alvorada. Aécio demonstrou confiança em que o pacote venha a ter o efeito desejado pelo governo, que espera, com as medidas, frear as turbulências do mercado financeiro e estimular setores da economia. Ele fez uma rápida avaliação do cenário econômico e qualificou como "descabida e irreal" a volatilidade do câmbio registrada nos últimos dias.Na opinião de Aécio Neves não há nenhum fator macroeconômico que tenha justificado a alta do dólar. Segundo ele, a ação do governo nesse caso foi eficaz, com resultados positivos. O presidente em exercício voltou a defender a aprovação de medidas para o setor tributário, mesmo que seja uma reforma fatiada. Ele confirmou que oferecerá um jantar amanhã ao presidente do Supremo Tribunal Federal, na residência oficial da Câmara, com a presença de todos os líderes partidários, inclusive os de oposição, para aproximar o Legislativo e o Judiciário.

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