FHC: tucanos e DEM devem lançar candidatos em SP

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) admitiu hoje que dificilmente o seu partido e o DEM farão aliança no primeiro turno das eleições municipais na capital, que serão disputadas em outubro deste ano. "É muito difícil convencer tanto o PSDB quanto o DEM a não lançar candidato próprio (à sucessão municipal em São Paulo)", destacou, após participar hoje de uma conferência sobre marco regulatório na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "O candidato de meu partido, que provavelmente será o (ex-governador paulista Geraldo) Alckmin, terá todo o meu apoio, não tenham dúvidas disso."Apesar de tucanos e democratas, aliados nas últimas eleições presidenciais e estadual e municipal em São Paulo, caminharem para uma disputa com chapa própria em outubro deste ano na capital, FHC acredita que isso não irá inviabilizar um eventual acordo no segundo turno. "É muito difícil um grande partido como o PSDB, tendo um candidato, não lançá-lo. Mas isso não significa ruptura, significa manter uma relação harmônica com aqueles (partidos) que eventualmente possam estar juntos no segundo turno", argumentou.AécioQuestionado sobre a aproximação do governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, com o PT, Fernando Henrique Cardoso brincou: "Dizem que ele é namorador". Contudo, FHC elogiou o governador mineiro. "Eu gosto muito do Aécio e confio nele, acho que ele está fazendo algo que julga bom para ele, para o PSDB e para Belo Horizonte. Ele tem lealdade com o PSDB, o resto é especulação. Ele conversou comigo e com outros (tucanos), deu suas razões e eu as entendi."Ainda sobre a tentativa de acordo entre PSDB com o PT em Belo Horizonte, Fernando Henrique disse que não vê essa tentativa de Aécio "como algo que ele possa estar fazendo com vistas a dificultar a relação do PSDB no futuro", numa referência à sucessão presidencial de 2010, que tem colocado em pauta os nomes de Aécio e do governador paulista José Serra. Indagado se aprovaria o namoro de Aécio com o PT em Belo Horizonte, FHC retrucou: "Eu não sou pai dele."

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