FHC teria concordado com intervenção no ES, diz Reale Júnior

O ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, disse que, antes da decisão da Procuradoria Geral da República de arquivar o pedido de intervenção no Espírito Santo, ele conversou duas vezes com o presidente Fernando Henrique Cardoso, por telefone, e que nas duas oportunidades, o presidente teria concordado com a intervenção. Segundo o ex-ministro, ontem, também por telefone, o presidente tentou atribuir a Brindeiro a responsabilidade pelo arquivamento do pedido. Reale Júnior, no entanto, disse que não aceitou a desculpa, por considerar que a partir do momento que o procurador levou o assunto ao presidente, a questão já era de competência do governo. Reale Júnior não quis comentar a fama do procurador de "engavetador" de ações. "Mas que neste caso ele engavetou, engavetou". O ex-ministro disse também que o secretário de Direitos Humanos, Sérgio Pinheiro, deverá permanecer no cargo. Segundo Reale Júnior, a permanência de Pinheiro é benéfica porque ele tem ligações fortes com a área. O ex-ministro, que esteve pela manhã no ministério reunido com ex-assessores, deve retornar hoje à tarde ao gabinete e talvez ainda hoje se encontre com o futuro ministro, Paulo de Tarso Ramos Ribeiro.

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